...
hoje eu não vou fazer poesia, nem vou tentar falar bonito. vou só mandar alguém tomar no cu. eu simplesmente não consigo, e me recuso a acostumar com a idéia que pessoas morrem de fome. uma menina, de 1 ano e três meses, com 5 irmãos. a mãe ganha 300 reais e gasta mais de 100 com aluguel. o resto compra de fubá, mistura com água, e divide pros filhos durante o mês. aí quando acaba eles tomam água pura pra enganar a fome. a menina não aguentou. quando chegou no hospital não tinha mais estomago. morreu. morreu de fome. DE FOME PORRA!!! como assim alguém morre de fome? aquela coisa besta que a gente sente de vez em quando, aí vai lá, abre a geladeira e come uma merda qualquer, e passa a fome! a menina morreu de fome. não tinha nenhum outra doença, nenhum problema físico. foi só fome. passou fome por um ano e três meses. a vida dela INTEIRINHA, foi só sentir fome. foi só agonia e desespero. e ela morreu de fome. QUE BUCETA DE MUNDO É ESSE ONDE UMA CRIANÇA DE UM ANO E TRÊS MESES MORRE DE FOME, E NINGUÉM FAZ NADA????? QUE CU DE MUNDO É ESSE ONDE O POVO ACHA JUSTO E NORMAL QUE UM PUTO TENHA UM CARRO DE 300 MIL, E UMA CRIANÇA NÃO TENHA COMIDA!!!!!!!!! comida!! nem um prato com comida, ela sentiu fome por um ano inteiro, e não podia abrir a geladeira pra matar a fome. de quem que é a culpa?? é de todo mundo. é dos FILHOS DA PUTA dos políticos que não fazem nada, e é nossa, que somos um bando de FILHOS DA PUTA TAMBÉM, que não fazemos nada, que continuamos.... aaaaaaarrrrrrrr.... vai tomar no cu... VAI TOMAR NO CU!! uma criança de um ano e três meses morre de fome e ninguém faz porra nenhuma... isso não é certo... não mesmo... somos todos culpados dessa merda, por que tinha que tar todo mundo na rua gritando, chorando, desesperado... morreu uma criança!!! UMA CRIANÇA!!! e morreu de fome!! e ninguém fez nada... tem gente andando de bmw, gastando 300 reais em um almoço chique, e uma menina morreu de fome. DE FOME.

TOMARA QUE UM METEORO ACABE COM ESSA PORRA DESSE MUNDO DE MERDA.
Shush.

Shut up now.

Fique quieto e escute o som.

Ande, corra, faça tudo mas não fale nada.

Shut up now.

Shush.
Poesia
Geralmente é quente. Uma coisa meio amarga, com gosto de nó na garganta. A mão no queixo, os olhos no escuro e a fumaça no teto. Geralmente é triste. Completamente sólido, meio avermelhado. É moda. É bom e é bonito, é triste mas vende bem. Uma suavidade falsa, que engana e destroi. Constroi. São golpes de espadas, jogos de palavras, mentiras deslavadas, vidas maltratadas. É simplesmente impossível
Branco e Vazio. Vazio e Branco.
Vazio. Vazio e branco. Será que todo branco é vazio? O meu branco é escuro e assustador. Tem um cheiro morto de coisa alguma, e da vontade de fazer alguma coisa. Sobe pela garganta, medo de morrer afogado. Um medo de não fazer o bastante. As vezes digo que morro afogado no meu próprio tédio. Não é. O problema não é fazer de menos, é andar demais. [de]Mais. É ao contrário. É comprar, comer, cheirar, transar, suar, falar, andar. Andar. Não ando mais. Sim. Vou esperar e olhar calmamente para a luz que se aproxima, mesmo sabendo ser o que é. É farol de caminhão desgovernado. É. Sem governo. Sem direção e sem noção da destruição que causará. Passará por cima de todas as pessoas de todas as cidades. Pequenas ou grandes, adultas ou jovens. O cogumelo de fogo vai riscar no céu enfumaçado uma mancha em forma de não. Não. Vamos sentir o gosto de óleo diesel. E então.
Branco. Branco e vazio. Será que todo vazio é branco? O meu vazio é claro e conforável. Tem cheiro bom de coisas secretas, e não da vontade de fazer coisa nenhuma.
Ela chegou olhando para os lados. O cabelo vermelho, curto, forma par perfeito com sua beleza de porcelana. O olhar perdido e melancólico ressaltando a cor da pele. O que seria um conto, virou um poema.
Eu quero algum tipo de conforto. Talvez tenha que busca-lo nas drogas. Não quero mais ter que pensar amanhã, ou lembrar de ontem.
Gostaria de agradecer à todos que torceram por mim, durante a espera pela divulgação do vencedor da Codorna de Ouro. Apesar de não ter sido o vencedor dessa edição do prêmio, fiquei muito feliz com o carinho dos fãs, que pediram muitos autógrafos e dedicatórias. Só não gostei dos fãs cara-de-pau que pediram autógrafos em exemplares produzidos em máquinas de xerox.
Devo admitir que o prêmio, entregue à Afonso Adalberto da Costa e Costa, não poderia estar em melhores mãos. Tive recentemente o prazer de ler a obra que rendeu-lhe o prêmio, intitulada "A Razão Solipsista das Baleias Caxalote". Um romance carregado de filosofia, que versa sobre a solitároa vida de uma baleia chamada "Uuomm". A emocionante história dessa triste baleiazinha nos transporta diretamente para um mundo cheio de fantasmas do passado, corais e golfinhos.

Ano que vem, espero lançar uma outra tradução. Dessa vez a obra traduzida sera Ulysses, do James Joyce. O tema central dessa tradução serão bolinhos de carne, pois acho que os bolinhos representam muito bem o drama do personagem principal da obra. Espero poder concorrer novamente ao prêmio Codorna de Ouro e, quem sabe, dessa vez poderei levar o prêmio pra casa.
Codorna de Ouro

Esse ano estou concorrendo, com minha tradução do poema "The Raven", de Edgar Alan Poe, ao prêmio Codorna de Ouro de literatura. O prêmio é sem dúvida o mais importante de todo o noroeste mineiro, e já premiou grandes autores da região, como Fabricei Yolando, autor do clássico "Os Biscoitos Não Choram". Na ultima edição do Codorna de Ouro, o ganhador da bela quantia de R$ 16,00 foi o autor revelação Genival Gerioswaldo (pronúncia Genival Geriosualdo), que foi vencedor no mesmo ano do "Pirulito de Prata", premiação que também conta com grande renome, em toda a região de Contagem (incluindo o Barreiro de Baixo) . A competição desse ano é fortíssima, e os boatos apontam como possível vencedor o epatinguense Jurinei Cavalo, por sua recém lançada obra "O Homem Que Tinha Seis Dedos".

Para mais informações sobre a premiação, é só enviar um e mail para goldencodorn@gmail.com.

Desejos íntimos

Quero ficar bebado. Quero beber cada gota que eu puder até que não me lembre de mais nada. Talvez quando eu parar de ver meus problemas eles também parem de me ver. Ou senão eu preciso é de enxerga-los, pra não ser pego de surpresa. Quero fazer o download de um bom antivirus pra minha cabeça. Quero ser linchado e esfolado, pra ter motivos pra chorar. Poder parar de fingir que não sinto. Poder parar de pensar que não penso. Quero chorar o meu choro, só uma vez, sem ter que escutar o choro de ninguém. Quero que me ofereçam café, que me digam que está tudo bem, e que no fim vai tudo dar certo. Quero que me olhem nos olhos, que sintam o cheiro da minha alma, que se assustem com a cor do meu sangue, que fujam de medo da minha dor.

Alguém mais cedo ou mais tarde vai perceber que sou azul.

Experiências verdadeiras com falsos Hai Kais

Fuga
Um momento certo
Um amor que da pavor
Vou chegar mais perto

Morte
Um homem azul
Um rosto no corpo morto
(O que diabos rima com azul?)

Livro
Uma folha aberta
Assassinato no segundo ato
Acaba minha festa
Minha tradução do poema "The Raven", de Edgar Alan Poe

Ao meio dia, maldita hora
Aquela fome que sempre apavora,
Eu, com a vista pesada e a mão na barriga
Voltando de uma aula muito sofrida
Sobre a carótida e a artéria aorta
Ia pensando em comer uma torta
De chocolate com aquele creme branquinho
Que minha avó de vez em quando faz
Quando então ouvi chegar a pizza do vizinho
Há de ser da Fiori, e nada mais.

Ah! Bem me lembro, bem me lembro
Estava faminto e sofrendo
Cada calabresa que via, uma nova agonia
Moreu então toda minha alegria
Eu, ansioso por comida, tentava
Não pensar naquela caixa que o vizinho pegava
Quatro queijos (oh não!) que gula esmagadora
Isso vizinho, não se faz
Correrei para a casa de meus pais agora
E pediremos tanta pizza, que não acabará jamais.

Minh´alma alegrou-se, pois tive sorte
Minha mãe também sentia fome forte
Pensei: “Peçamos para nós, para mim e para senhora
Uma pizza logo, sem mais demora
Mas como eu tenho estomago de ganso
Peça qualquer coisa, que tudo me deixa manso
Qualquer sabor que seja, que esteja em sua mente
Mas lembre-se, não como vegetais
Com exceção da cebola, que como prontamente
Somente cebola, e nada mais.

Espero co’a alma incendiada
Logo depois ouço a chamada
Mas não está na porta, o moço da Pizzarella
Será que ele deixou uma pizza na janela
Alguma pizza com cebola? Pensamos
Eia, sem pizza, eia, vejamos
Onde está o motoboy misterioso?
Não ouvi a chamada, não mais
Achei que era de novo só um pivete maldoso
Deve ser um muleque apenas, e nada mais

Abro a porta, e derrepente
Vejo tumultuosamente
Entrar um motoboy,sem pizzas nem iguarias
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De rapaz diferente, quase uma lady. E pronto e reto
Falando com ele minhas sujas falas
Pergunto da pizza que ele traz
Fica parado, em uma das salas
Parado fica, e nada mais.

Percebi que o veado não respondia
Às perguntas que eu lhe fazia
Nada falava da pizza que trouxera
E também não a entregara
Na verdade, fiquei puto com isso
Filho da puta, assim, eu nunca tinha visto
“Me dê minha pizza – gritei – Seu bosta!”
Mas ele, me olhando com uns olhos mortais
Disse como quem tem uma firme resposta
Sem pizza pra você. Nunca mais.

Estremeço, e meu pai ali, parado
Em pé, e com cara de abobado
Com um sorriso que não some, ferrenho
Vira, e me vendo na dor que tenho
Me mostra um prato. Normal comida
Com feijão, arroz e carne bem moida
Salada de alface e sopa de abóbora
Ruim que não podia mais
Minha mãe dizia, enquanto minh’alma chora:
Coma mais, coma mais.

Bernardo Simões Coelho

João e Maria

João era um daqueles homens amargos. Todo dia tomava café e fumava cigarros. Trabalhava no escritório dezessete da rua das dores. Não fazia nada de importante.
Maria era uma moça feliz. Tinha cabelo amarelo e olhos azuis. Vendia seus doces todos os dias na rua das dores. Achava que fazia a melhor coisa do mundo.
O restaurante era um lugar comum e ordinário. Tinha mesa de madeira e pano xadrez. Uma luz amarela e solitária se debatia contra as sombras, mas perdia a briga nos cantinhos da sala. Se alguém prestasse muita atenção ia ver, toda noite, um sujeito calado e sozinho, de olhos claros e café escuro, fumando cigarro e olhando pro teto. Antes de começar direito a noite, entrava a menina do cabelo amarelo. Ela sempre sorria, e todos sabiam que ela tinha uma certa beleza, igual todas meninas felizes de cabelo amarelo.
João não conhecia Maria, nem nunca a conheceria. Um para o outro eles nunca seriam alguém.
Quando joão morreu, Maria vendeu um doce. João afogou-se em seu próprio tédio, e cortou suas veias da mão. A dia era quente e chato, e João podia ter cortado um pedaço da tarde pra tomar com café. Quando acharam João seu sangue estava da cor de café. Ninguém sentiu sua falta, nem foi no seu enterro. Ele, que nunca tinha feito nada de importante, morreu, e já não existe mais.
E aonde diabos fica Maria nessa história? Fica na lição de moral, por que quando morreu Maria, ninguém sentiu falta também. Morreu velha, e não deixou nenhuma saudade. Ninguem visitou nem chorou por Maria.

A solidão é a pior das mortes.

Bernardo Simões Coelho

Imagem

Bonito, não?




Imagem extraida do site Cabeza Marginal


Tradução de Machado de Assis do poema "The Raven" de Edgar Alan Poe.

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o colchão refletia
A sua última agonia.
Eu ansioso pelo Sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará mais.

E o rumor triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui, no peito,
Levantei-me de pronto, e "Com efeito,
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo, e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora,
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso
Já cochilava, e tão de manso e manso,
Batestes, não fui logo, prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse; a porta escancaro, acho a noite somente,
somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra
Que me amedronta, que me assombra.
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos,
Eia, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais,
Devolvamos a paz ao coração medroso,
Obra do vento, e nada mais."

Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
de um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta em um busto de Palas:
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gosto severo, - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que eu lhe fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta a dizer em resposta
Que este é seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário.
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse,
Nenhuma outra proferiu, nenhuma.
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
"Tantos amigos tão leais!
"Perderei também este em regressando a aurora."
E o corvo disse: "Nunca mais."

Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez nesse momento
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao corvo magro e rudo;
E, mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera,
Achar procuro a lúgubre quimera,
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim posto, devaneando,
Meditando, conjeturando,
Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjeturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da lâmpada caíam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível:
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais,
"Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa! (clamei, levantando-me) cessa!
Regressando ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo...
Vai-te, não fique no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua.
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o corvo disse: "Nunca mais."

E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

Música de Celular

Ringtone desbanca Oasis e lidera parada musical no Reino Unido

da BBC Brasil

Uma música originalmente criada para ser usada como toque de telefone celular chegou ao topo da parada musical do Reino Unido.

A música "Crazy Frog" superou as vendas do esperado single "Speed of Sound", da banda Coldplay, e tirou do topo a banda Oasis, que até a semana passada estava no primeiro lugar.

"Crazy Frog", que tem a mesma melodia do tema principal do filme "Um Tira na Pesada", é a primeira música criada para servir como toque personalizado de celular que lidera a parada musical do Reino Unido

                                                                             

Oliver Stone
Oliver Stone é preso em Hollywood por porte de drogas

da Folha Online

O diretor de cinema Oliver Stone, 58, foi preso nesta sexta-feira após ter sido surpreendido pela polícia dirigindo bêbado, na Sunset Boulevard, West Hollywood, afirmou a polícia neste sábado. Ele também é acusado de portar drogas.

Não tenho certeza, mas tenho a impressão que ele também foi preso por estar dirigindo alcolizado em Alexandre.

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